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22:50:00

Madre Teresa de Calcutá: Oito "dias de festa" em Roma pela sua canonização

ROMA, 02 Jul. 16 / 10:00 am (ACI).- As Missionárias da Caridade apresentaram o programa para a canonização da Beata Madre Teresa de Calcutá que acontecerá no dia 4 de setembro no Vaticano, o qual prevê uma série de celebrações litúrgicas e atividades durante os dias prévios e posteriores, com a possibilidade de que os fiéis venerem as relíquias da futura Santa.
A canonização da Madre Teresa, a ser realizada no contexto do Jubileu da Misericórdia, tem como lema “Portadora do amor terno e misericordioso de Deus”. O programa da sua canonização começa no dia 1º e se estenderá até o dia 8 de setembro.
No primeiro dia, às 9h, será inaugurada a “Exposição da vida, o espírito e a mensagem de Madre Teresa” na Universidade LUMSA. Das 16h às 20h30, será realizado a “Festa familiar com os pobres e para os pobres das Missionárias da Caridade” no Auditório Santa Cecília.
Em 2 de setembro, serão celebradas Missas em diferentes idiomas na Basílica Santa Anastásia em Roma.
De 8h30 às 22h, será feita na Basílica de São João de Latrão a Vigília de Oração com Adoração Solene, presidida pelo Vigário Geral do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini. O tema será “Irradiando a Luz de Cristo: Um Chamado à Santidade”.
No sábado, 3 de setembro, às 10h acontecerá a Catequese do Papa Francisco na Praça de São Pedro. Em seguida, às 17h, a Basílica San Andrea della Valle será sede do evento Oração e Meditação Musical, um Oratório em homenagem à Beata Teresa de Calcutá. Logo depois, haverá um momento de veneração das relíquias da Beata e a Santa Missa às 19h.
No domingo, 4, dia central, será celebrada a Missa de canonização da fundadora das Missionárias da Caridade às 10h na Praça de São Pedro, presidida pelo Papa Francisco. Ao meio-dia, ele recitará a Oração do Ângelus.
No dia seguinte, 5, será celebrada às 10h na Praça de São Pedro a primeira festa de Santa Teresa de Calcutá e a Missa de Ação de Graças, que será presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin.
À tarde haverá um momento de veneração das relíquias da nova Santa na Basílica de São João de Latrão de 16h às 18h30.
Na terça-feira, 6 de setembro, os fiéis terão novamente a oportunidade de venerar as relíquias na Basílica de São João de Latrão de 7h às 18h30.
Finalmente, as relíquias serão transladadas à Igreja de São Gregório Magno ao Celio para sua veneração nos dias 7 e 8 de setembro das 9h às 18h. Do mesmo modo, os fiéis poderão visitar o quarto da Madre Teresa no Convento de São Gregório das 8h30 às 12h e das 16h10 às 19h.
Em sua página, as Missionárias da Caridade assinalam que “a canonização da Madre Teresa nos convida a olhá-la como uma heroína cristã, um modelo maravilhoso da vida cristã”.
“Mas, como diz o documento Lumen Gentium do Concílio Vaticano II: ‘Veneramos a memória dos Santos do céu por sua exemplaridade, porém, mais ainda com o objetivo de que a união de toda a Igreja se fortaleça pelo exercício da caridade fraterna. Porque, assim como a comunhão cristã entre os peregrinos nos aproxima mais de Cristo, o consórcio com os Santos nos une a Cristo, de quem, como fonte e cabeça, provém toda graça e vida do povo de Deus’”.
Do mesmo modo, destacaram o fato de que a canonização se realize durante o Jubileu da Misericórdia, “de maneira especial durante a celebração do Jubileu dos trabalhadores e voluntários da misericórdia”.
“Todo o pontificado do Papa Francisco está marcado pela atenção e o amor pelos últimos, os mais insignificantes e os extraviados, pelos marginalizados, os que estão na periferia da existência humana – os mais pobres dos pobres. O que seria o mais apropriado então, ter a Madre Teresa para ser, inclusive pudéssemos dizer, a Santa deste Jubileu!”, expressaram.
18:00:00

VIRAL: A agonia não apagou o sorriso desta carmelita, seu último desejo comove as redes

BUENOS AIRES, 25 Jun. 16 / 06:00 am (ACI).- A irmã Cecilia Maria partiu para a Casa do Pai depois de uma difícil luta contra o câncer. Milhares compartilharam nas redes sociais as imagens de sua agonia, período no qual nunca perdeu a paz nem a alegria.
Graduou-se em enfermagem e aos 26 anos de idade fez seus primeiros votos como carmelita descalça, em 2003 fez sua profissão perpétua. Há seis meses, foi diagnosticada com câncer de língua e a doença fez metástase pulmonar. Morreu na última quarta-feira, 22, durante a madrugada. Tinha 43 anos.
Vivia no Monastério de Santa Teresa e São José, em Santa Fé, Argentina. Dedicava-se à oração e à vida contemplativa, tocava violino e era conhecida pela sua doçura e permanente sorriso.
Nas últimas semanas, sua doença se agravou e foi hospitalizada. No seu leito, não deixou de rezar e oferecer seus sofrimentos com a certeza de que seu encontro com Deus estava próximo.

Em um pedaço de papel escreveu seu último desejo: “Estava pensando como queria que fosse meu funeral. Primeiro, com um momento forte de oração e, depois, uma grande festa para todos. Não se esqueçam de rezar e também de celebrar!”.
Seu testemunho e as fotos de seus últimos dias falam por si mesmos e dezenas de pessoas compartilham nas redes sociais como a agonia da irmã Cecilia está tocando os corações.
Assim anunciaram sua morte as carmelitas descalças: “Jesus! Apenas duas linhas para avisar que nossa queridíssima irmãzinha dormiu brandamente no Senhor, depois de uma doença tão dolorosa levada sempre com alegria e entrega a seu Divino Esposo. Manifestamos todo nosso carinho agradecido pelo apoio e pela oração durante todo este tempo tão doloroso, mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Acreditamos que foi diretamente ao Céu, mas mesmo assim rogamos que não deixem de encomendá-la em suas orações, que ela os recompensará do Céu. Um abraço grande de suas irmãs de Santa Fé”.
11:56:00

São Pedro: história e oração

São Pedro nasceu em Betsaida, um pequeno vilarejo às margens do lago de Genesaré, ou Mar da Galiléia, no norte de Israel. Seu nome de nascimento era Simão. Quando conheceu Jesus, Simão era casado (os Evangelhos falam da cura da sogra de Pedro) e morava em Cafarnaum, importante cidade às margens do lago de Genesaré. Era filho de Jonas e tinha um irmão, André. Este foi quem o apresentou a Jesus. Os dois se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. São Pedro era pescador e possuía um barco, em sociedade com seu irmão. Ambos trabalhavam no Mar da Galiléia, um lago de água doce formado pelo Rio Jordão, na região da Galiléia em Israel.

O chamado de Jesus a São Pedro

Quando Jesus conheceu Simão, disse a ele uma frase que mudaria sua vida: Você será pescador de homens. A partir daí, Simão começou seguir Jesus. Num determinado momento, Simão confessou a Jesus: Tu és o Messias, o Filho de Deus. Por isso, Jesus disse que, daquele momento em diante, seu nome seria Pedro, Cefas, Kephas em aramaico, palavra que significa Pedra.  Mais tarde o significado disso ficou claro: Pedro foi o primeiro Papa da Igreja, tornou-se a Pedra onde a Igreja encontra sua unidade.

Negações de São Pedro e perdão de Jesus

Quando Jesus foi preso no Horto das Oliveiras, pediu que seus discípulos fossem liberados. São Pedro foi liberado, mas seguiu Jesus de longe, às escondidas. Levaram Jesus preso ao Palácio de Caifás. Pedro e João entraram no pátio palácio e ficaram ali esperando o desfecho de tudo.
No pátio, alguns reconheceram São Pedro e perguntaram se ele era um dos discípulos de Jesus. Por três vezes, porém, Pedro negou e o galo cantou, como Jesus havia profetizado: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. Pedro chorou amargamente, arrependido. Quando Jesus ressuscitou e apareceu aos discípulos às margens do Mar da Galiléia, ele se dirigiu a Pedro e perguntou se Pedro o amava.
Jesus perguntou isso por três vezes. Pedro respondeu que sim as três vezes. Foi uma forma de Jesus curar o remorso no coração de Pedro por causa das três negações que tinha feito de seu Mestre. Jesus o perdoou e, em seguida disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

As chaves do Céu

Quando Jesus deu a São Pedro a missão de ser líder da Igreja, disse a ele: tu és pedra, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja. Pedro era um homem simples, extrovertido, falava sem pensar. Por outro lado, era acostumado às dificuldades da vida de pescador. Mas depois de três anos seguindo Jesus, e depois da receber o poder do Espírito Santo em Pentecostes, Pedro se tornou um grande líder, um apóstolo, palavra que quer dizer enviado.
Depois de Pentecostes, São Pedro reunia multidões em suas pregações. Ele tinha o dom da cura de tal forma que as pessoas queriam tocar em seu manto, ou passar sob sua sombra para que fossem curados e libertados, como nos atesta o livro dos Atos dos Apóstolos. Ele escreveu duas cartas que estão no novo testamento, animando e exortando a Igreja nascente.

São Pedro, o primeiro papa

Depois de Pentecostes, Pedro passou a ser um evangelizador por todos os lugares onde passava. Sua autoridade como o líder da Igreja nascente sempre foi respeitada e atestada por vários documentos da Igreja. Nunca foi questionada. De fato, São Pedro assumiu as chaves da Igreja e seus sucessores, os Papas, são continuadores de sua autoridade e de sua missão dada pelo próprio Jesus cristo.

Devoção e morte de São Pedro

Por pregar o Evangelho destemidamente, São Pedro foi preso várias vezes. Uma vez, em Jerusalém, um anjo de Deus o libertou da prisão passando por vários guardas. Depois de evangelizar e animar a Igreja em vários lugares, Pedro foi para Roma. Lá, liderou a Igreja que sempre crescia, apesar das perseguições.
Assim, os romanos descobriram seu paradeiro, prenderam-no e condenaram-no à morte de cruz por ser o líder da Igreja de Jesus Cristo. No derradeiro momento,São  Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como seu Mestre.
Seu pedido foi atendido e ele foi morto na região onde hoje é o Vaticano. Seus restos mortais estão no altar da Igreja de São Pedro em Roma. A festa de São Pedro é celebrada no dia 29 de junho.

Oração a São Pedro

Glorioso São Pedro, creio que vós sois o fundamento da Igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do Céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito meu coração do que o amor e a plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices romanos.
Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Assim seja.
Ó glorioso São Pedro, rogai por nós que recorremos a vós. Amém. 
16:59:00

Pentecostes e Misericórdia

Por Dom Orani João Tempesta

Vivemos neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia e na existência de cada dia esta misericórdia que se estende sobre cada um de nós, e ainda mais nesta Festa de Pentecostes. Pois, o ano eclesiástico gira todo ele em torno da Páscoa. É o centro para o qual tudo converge e o foco donde tudo se irradia. Natal já é a preparação da Semana Santa, uma vez que Cristo nasceu para remir o mundo por sua morte e ressurreição. E Pentecostes é também o fruto da Páscoa, a vinda do Prometido pelo Pai, enviado pelo Filho. Ainda mais neste Ano Santo, devemos ver o amor de Deus transbordando nos corações dos fiéis, numa Igreja que está em contínuo estado de missão e sempre de portas abertas indo, também, ao encontro do irmão, da irmã que tanto precisa deste acolhimento transformador na ação pneumatológica, levando adiante o constante projeto do Pai.

Nos Atos dos Apóstolos vemos o que se passou em Jerusalém, pelas nove horas da manhã, exatamente cinquenta dias depois da celebração da Páscoa . Quando o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria, os Apóstolos e um grupo de discípulos, a Igreja de Cristo, por Ele fundada, passou a sair pelo mundo para testemunhar o Ressuscitado. Usando uma terminologia jurídica, Pio XII, na Mystici Corporis Christi afirmou que a Igreja foi “promulgada” no dia de Pentecostes. Aquele que deu vida a todas as coisas, Aquele que deu vida a Jesus sobre a terra, Aquele que deu vida à Igreja, à história , a cada um de nós...

Eis o dia em que foi feita a primeira pregação apostólica e os primeiros convertidos são agregados à Comunidade. A Igreja começa a pulsar e sua longa vida, prolongada hoje por quase dois mil anos, inicia seu desenrolar. Com razão, vemos neste Ano Jubilar, recordando as palavras do Papa Francisco, vivenciar este impulso pneumatológico com todo o seu vigor, pois o Espírito Santo que veio não mais abandonou a Igreja, ou seja:

“O Evangelho da misericórdia tem seu lugar na Igreja que prioriza os pobres e que, “pelo amor ao homem, escuta o clamor pela justiça e deseja responder com todas as suas forças”. (EG 188).
O Espírito Santo mudou as pessoas, mas se estabeleceu um fluxo perene que fez do acontecimento de Pentecostes uma realidade permanente. Por isso, podemos afirmar, sem margem de dúvida, que o Espírito é a alma da Igreja, é sua vida. 

Há elementos eclesiais que não podem mudar, pois dizem respeito a seu aspecto divino, mas, por ser viva, a Igreja forçadamente tem de se renovar, à maneira dos organismos. E é o Espírito Santo que conduz, por meio dos séculos, este processo. O Espírito Santo é nosso advogado, diz Jesus, chamado de Paráclito, aquele que está do lado, que é assistente e que, ao mesmo tempo, nos aconselha, nos previne e nos faz dar testemunho: na hora certa, do jeito certo, nos tribunais, nos nossos trabalhos, nos depoimentos de tudo aquilo que diz respeito à obra de evangelização na Igreja de Cristo.

O Espírito Divino está hoje impelindo a Igreja no caminho da vivência da missão, como discípulos missionários em estado constante de missão, por atos concretos e gestos de misericórdia viva em nosso meio, bem como nas paróquias, nas pequenas comunidades e grupos, na opção evangélica pelos pobres, no ideal de participação em todos os níveis, numa unificada visão da vida em que toda a existência passa a ser vista de forma mais e verdadeiramente humana. 

Que alegria poder rezar hoje assim: “Vem Espírito Santo, envia do céu um raio da tua luz para que possamos sempre louvar-te e agradecer-te. Permanece conosco, conforta-nos com o teu poder, aquece-nos com o fogo do teu amor”. 

Pentecostes é um apelo à criatividade eclesial; devemos ser dóceis ao Espírito que nos conduz por vias novas, como também novas foram as vias seguidas no tempo de Constantino ou na Idade Média ou na Renascença. Pentecostes é “aggiornamento”, é renovação: o Espírito renovará a face da Terra! E hoje o Papa Francisco nos exorta, recordando que a misericórdia é a virtude que temos necessidade de acolher e anunciar. É próprio de Deus usar de misericórdia e manifestar a sua onipotência. Há a necessidade de fazer a leitura política de um conceito religioso e de aferir a sua “convivência” com o conceito “justiça”.

Nestes dias em que o Papa fala de uma Igreja em saída, e que a 54ª. Assembleia Geral da CNBB nos convocou a viver em uma Igreja em saída, particularmente do trabalho dos cristãos leigos e leigas, que são chamados a ser sal na terra e luz no mundo, como ministério ordinário. Ressoa nestes dias as proféticas palavras do Papa: “O dia de Pentecostes, quando os discípulos “ficaram todos cheios do Espírito Santo”, foi o batismo da Igreja, que nasce “em saída”, “em partida” para anunciar a todos a Boa Notícia. A Mãe Igreja, que parte para servir. Recordemos a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu, com prontidão, para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: todas as duas virgens, todas as duas mães, todas as duas mulheres. Jesus foi peremptório com os apóstolos: não deveriam se afastar de Jerusalém antes que tivessem recebido do alto a força do Espírito Santo (cfr At 1, 4.8). Sem Ele não há missão, não há evangelização. Por isso, com toda a Igreja, a nossa Mãe Igreja Católica, invoquemos: “Vem, Santo Espírito ”!

Na Solenidade de Pentecostes, em nossa Arquidiocese temos a tradição provinda de meus amados predecessores, e que continuamos a exercer com alegria, de conferir, na Catedral de São Sebastião, o Sacramento da Crisma a jovens provindos de todos os vicariatos, como sinal de unidade e missão. É o momento de invocar os dons do Espírito Santo sobre estes jovens, para que sejam arautos da misericórdia neste mundo tão conturbado. O momento social, político e econômico é marcado, deveras, por muitas violências e algumas por causas banais. Nosso mundo hodierno, em que as distâncias geográficas parecem desaparecer, a compreensão e a comunhão entre as pessoas muitas vezes é superficial, eletrônica e torna-se gravemente difícil. Observamos, infelizmente, que permanecem desequilíbrios que com frequência levam a conflitos e a distensões. O diálogo entre as gerações torna-se difícil e por vezes prevalece a contraposição. Atônitos, assistimos a fatos do dia a dia nos quais nos parece que os homens estão a tornar-se mais agressivos e mais conflituosos. 

Peçamos os dons do Espírito Santo para que iluminem o nosso Brasil e nos faça dóceis e abertos ao espírito de Deus. Que os dons da fortaleza, da sabedoria, da ciência, do conselho, do entendimento, da piedade e do temor de Deus nos ajudem a vencer o medo e a indiferença, e viver a compaixão e a misericórdia para anunciarmos os dons do Divino Espírito Santo, para viver a vida plena!
20:04:00

Papa diz que cristão deve viver sofrimento e dor com alegria e esperança

VATICANO, 06 Mai. 16 / 11:30 am (ACI).- O Papa Francisco recordou durante a homilia na Missa na Casa Santa Marta que o cristianismo não elimina a dor, mas lhe dá um novo sentido graças à ação salvífica de Jesus Cristo, ao comentar o Evangelho do dia que Jesus adverte os discípulos que ficarão tristes, mas que esta tristeza se transformará num grito de alegria.

“Isto é o que fazem a alegria e a esperança juntas em nossa vida quando estamos em tribulação, em meio a problemas, quando sofremos. Não é uma anestesia. A dor é dor, mas vivida com alegria e esperança abre as portas à alegria de um fruto novo”.

“Esta imagem do Senhor nos deve ajudar nas dificuldades; dificuldades por vezes árduas, que nos levam até a duvidar de nossa fé... Mas com a alegria e a esperança vamos adiante, porque depois da tempestade chega um homem novo, como a mulher quando dá à luz. E Jesus diz que esta alegria e esperança são duradouras, não passam”.

Francisco continuou falando acerca do mesmo tema e assinalou que “uma alegria sem esperança é um simples divertimento, uma alegria passageira”.

“Uma esperança sem alegria não é esperança, não vai além de um saudável otimismo; mas alegria e esperança vão juntas e as duas fazem esta explosão que a Igreja, em sua liturgia, quase grita, sem pudor: ‘Exulte a tua Igreja!’ Exulte de alegria. Sem formalidades, porque quando uma alegria é forte, não existe formalidade: é alegria”.

Em seguida, o Pontífice afirmou que “o Senhor nos diz que haverá problemas na vida”, mas “esta alegria e esperança não são um carnaval: são outra coisa”.

“A alegria fortalece a esperança e a esperança floresce na alegria. E assim vamos adiante, mas todas as duas – com este comportamento que a Igreja quer dar a estas duas virtudes cristãs – indicam um ‘sair de nós mesmos’. A pessoa alegre não se fecha em si mesma; a esperança a leva lá”.

O Papa também explicou que a alegria humana “pode ser extraída de qualquer coisa, inclusive das dificuldades. Mas afirmou que Jesus quer nos dar uma alegria que ninguém pode nos tirar: “É duradoura, até nos momentos mais sombrios. É o que acontece na Ascensão do Senhor aos céus”.

“A esperança de viver e de chegar ao Senhor se torna uma alegria que se apodera de toda a Igreja”, concluiu.


Evangelho comentado pelo Papa (João 16,20-23a):


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo.

Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada”.
08:37:00

Por que Maio é o mês de Maria?


Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.

A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.

Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.

Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto ao 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.

A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.

Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou sobretudo durante o século XIX e é praticado até hoje.

As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.

As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.

Normalmente a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.

Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Podemos e devemos fazer o mesmo em nossos lares com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.

Devemos separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que podemos alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.

Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.

Por ACI
19:18:00

5 coisas que descobriu um leigo disfarçado de sacerdote católico


LIMA, 04 Mai. 16 / 06:00 pm (ACI).- “O que aconteceu quando me vesti como sacerdote: Uma investigação sobre o poder do uniforme” é o título de uma reportagem realizada como um experimento social de Tom Chiarella, que se disfarçou de sacerdote para ver e experimentar a reação das pessoas nas ruas de Chicago (Estados Unidos).

O artigo publicado pela revista ‘Esquire Magazine’, que não está costuma apresentar conteúdo católico em suas páginas, foi também recolhida pela página ChurchPop, o qual publicou uma lista com as 5 coisas descobertas por Chiarella depois de vestir-se com a clássica batina:

1) As pessoas o olhavam por onde ia

“Uma hora com o uniforme e soube isto: Em um dia maravilhoso de verão, em uma grande cidade, um padre com batina é algo digno de contemplar. As pessoas estabelecem contato visual com um padre, inclinam a cabeça ou o fazem ligeiramente. Também ficam olhando, respeitosamente. De longe”.

“Ao caminhar acompanhados, os homens deixam de lado sua forma habitual de comportar-se para dizer bruscamente ‘bom dia, padre’. O que é um hábito aprendido no ensino médio”.

2) As pessoas queriam tocá-lo

“Em general, quando colocamos um uniforme, ninguém te toca. Exceto quando é o de sacerdote; as pessoas querem tocar o sacerdote. No pulso, em sua maioria. Aconteceu comigo doze vezes, apenas um pequeno contato em meio de uma conversa”.

“Foi estranho, a roupa de padre me exigia fisicamente. Durante o dia inteiro tive que dar abraços, ajoelhar-me para falar com as crianças e inclinar-me para os selfies”.

3) As pessoas sem lar o buscaram a fim de pedir-lhe ajuda

“Especialmente as pessoas necessitadas. Durante todo o dia me encontrava com homens e famílias que moravam na rua. Às vezes, me procuravam e seguravam o meu pulso. Duas vezes me pediram uma bênção que não podia dar. Não da maneira que queriam. Queria ser capaz de fazer um serviço ao mundo e descobri que não podia fazer nada”.

“O uniforme vem com um pouco de responsabilidade, do contrário, torna-se simplesmente uma roupa. Comecei me ajoelhando, segurando uma nota de dez dólares e dizendo: ‘Não sou um padre, mas te entendo’. Não tive que fazê-lo apenas uma vez, tive que fazê-lo 24 vezes. Chicago é uma cidade grande, com uma grande quantidade de almas necessitadas. Isso fez com que eu me sentisse mais triste do que podia imaginar”.

4) Tornou-se atração turística da cidade

“Esgotado, o autor do artigo ainda vestido como presbítero, dirigiu-se a um carrinho de comida, comprou um sanduiche e saudou um ônibus turístico que tocou a buzina para ele. Eles também lhe devolveram a saudação”.

5) É difícil ser sacerdote

Depois de ver a forma como muitas pessoas se dirigiam até ele em busca de ajuda ou esperança, o autor conclui: “Foi estranho, a roupa de sacerdote é o uniforme mais exigente[...] É fácil colocar uma batina, mas não é nada fácil levá-la”.

Publicado originalmente em ChurchPOP (https://churchpop.com/)
12:48:00

Fraternidade e tráfico humano

No dia 5 de março, em todas as paróquias do Brasil vai ser lançada a Campanha da Fraternidade com o tema “Fraternidade e tráfico humano”. Entre os objetivos está o de conscientizar a sociedade sobre a insensatez do tráfico de pessoas e sobre a sua realidade. Conforme a CNBB, o problema é difícil de ser enfrentado por causa do preconceito e do medo das vítimas, fazendo com que poucas pessoas denunciem os fatos do tráfico.
O período forte da Campanha da Fraternidade é a quaresma, que inicia na quarta-feira de cinzas e termina na Semana Santa. O convite é a conversão em vista de uma melhor vivência do evangelho. É o que expressamos no momento da imposição das cinzas, quando o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”!
A problemática do tráfico humano se manifesta na exploração do trabalho escravo, na prostituição, na adoção ilegal de crianças e na venda de órgãos para o transplante. O Texto Base da CNBB diz que dentre os meios usados para o tráfico de pessoas, o mais comum é o aliciamento. “A pessoa é abordada com uma oferta irrecusável, que lhe promete melhorar de vida”. Os traficantes recrutam pessoas “para atividades como modelos, talentos para o futebol, babás, enfermeiras, garçonetes, dançarinas ou para trabalhar como cortador de cana, pedreiro, peão, carvoeiro, etc.”
O tráfico humano gera uma grande renda aos traficantes, razão pela qual consegue se cercar de diversos profissionais que falsificam documentos, organizam o transporte e a hospedagem das pessoas e subornam as polícias. Se não fosse um negócio lucrativo, não teria êxito. Por isso, a CNBB afirma que “é na idolatria do dinheiro que se encontra a origem do tráfico humano”.
Como cristãos, estamos cientes de que, conforme reza o lema da Campanha da Fraternidade, “é para a liberdade que Cristo nos libertou”. Nenhum ser humano pode ser submetido à exploração ou à escravidão, uma vez que são atentados contra a dignidade da pessoa humana.
Uma das nossas maiores riquezas é a liberdade, e esta é tirada da pessoa quando aliciada pelo tráfico. A Igreja quer ajudar a proteger a liberdade das pessoas e libertar aquelas que foram raptadas ou coagidas pelas falsas promessas do tráfico humano.
Convido, pois, as comunidades, grupos de família e pessoas de boa vontade a nos unirmos nesta grande campanha que é promovida pela Igreja no Brasil. Vamos trabalhar na conscientização das pessoas e ficar alertas para as situações de tráfico que, eventualmente, possam estar ocorrendo no nosso entorno. “Comprometidos na superação deste mal, vivamos como filhos e filhas de Deus, na liberdade e na paz”.
Por Dom Canísio Klaus - Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)


10:56:00

Neste carnaval: Vestir a fantasia da caridade

O bem-aventurado Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte afirmava no nº 50: “É hora de uma nova fantasia da caridade que se manifeste não só na eficácia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, não como esmola humilhante, mas como partilha fraterna”.
Nestes dias de carnaval que se aproximam não podemos esquecer que nossa fantasia e nossa veste é o amor cristão que nos leva a tratar as pessoas como preciosas, e por isso mesmo a abstermos de todo abuso, exploração, manipulação ou violência. Isto implica o cuidado amoroso e fraterno, a compaixão e a mansidão como expõe São Paulo na Carta aos Colossenses 3,12, que nos torna para os outros em sinal de proteção e respeito generoso.
Seria um aberrante antitestemunho, que um cristão se deixasse levar pela devassidão, a irresponsabilidade e as artimanhas do inimigo. Pelo contrário cabe aos seguidores de Cristo mostrar o sentido da verdadeira alegria, que a festa que nos faz experimentar a felicidade passa pela vivência da ternura, da bondade e do saber conviver e compartilhar juntos.
O Evangelho é sempre Boa Nova, para todas as circunstâncias e situações, especialmente aquelas que anseiam pela espontaneidade, completude e inteireza do ser, manifestando a pessoa humana, como festeira e chamada a participar do Banquete do Reino. Que possamos como São João Batista pular de júbilo diante do Senhor, dançar como o Rei Davi diante da Arca, celebrar a vida com Jesus Mestre da comensalidade solidária, mas sempre louvando a Deus com nossas palavras, atitudes e gestos.
Que sejamos portadores e promotores da cultura da paz, do cuidado e da dádiva para todos/as no Carnaval deste ano. Deus seja louvado!
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo de Campos (RJ)
09:06:00

Deus também chora e tem coração de Pai, lembra Papa em homilia

Francisco destacou que a paternidade dos homens deve ser como a paternidade de Deus, sempre pronto a esperar pelos filhos
Da Redação, com Rádio Vaticano
Deus também chora e tem coração de Pai, lembra Papa em homiliaNa Missa desta terça-feira, 4, Papa Francisco enfatizou a figura de Deus como Pai. Ele explicou que Deus também chora e o seu pranto é como aquele de um pai que ama os filhos e não os renega, mesmo quando são rebeldes.
As leituras do dia apresentaram a figura de dois pais: o rei Davi, que chora pela morte do filho rebelde Absalão, e Jairo, chefe da sinagoga, que pede a Jesus a cura da filha. O Papa se concentrou sobre o choro de Davi ao receber a notícia da morte do filho, mesmo que este lutasse contra o seu reino. “Este é o coração de um pai, que não renega nunca o seu filho. ‘É um bandido, um inimigo, mas é meu filho!’”.
Quanto ao outro pai, Francisco lembrou que ele era uma pessoa importante, mas diante da doença da filha não teve vergonha de jogar-se aos pés de Jesus e pedir pela saúde dela.  Davi e Jairo, explicou o Papa, são dois pais para quem o mais importante são os filhos. Isso faz pensar na paternidade de Deus.
“Deus é assim conosco! ‘Mas, padre, Deus não chora!’. Mas como não! Recordemos Jesus, quando chorou olhando Jerusalém. ‘Jerusalém, Jerusalém! Quantas vezes quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos sob suas asas’. Deus chora! Jesus chorou por nós! E aquele choro de Jesus é propriamente a figura do choro do Pai, que nos quer todos consigo”.
Francisco lembrou que nos momentos difíceis o Pai sempre responde, espera pelo filho. E a paternidade do homem, seja na família ou no aspecto espiritual, deve ser como a paternidade de Deus.
“Vamos hoje pra casa com estes dois ícones: Davi que chora e o outro, chefe da sinagoga, que se joga diante de Jesus, sem medo de se tornar uma vergonha e fazer os outros rirem. Em jogo estavam seus filhos. E com estes dois ícones digamos: ‘Creio em Deus Pai’. É uma graça do Espírito Santo poder dizer a Deus ‘Pai!’. Peçamos essa graça a Ele”.
16:20:00

Igrejas se pronunciam sobre mudanças climáticas em reunião da ONU


Orações, apelos às autoridades e jejum em prol de todos os povos atingidos por eventos climáticos extremos. Com estes gestos, as comunidades cristãs acompanham os trabalhos da 19ª conferência das Nações Unidas (Cop 19) sobre mudanças climáticas, em andamento em Varsóvia. Espera-se que deste encontro surja um novo acordo mundial para a redução dos gases que produzem o chamado ‘efeito estufa’.


O Patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu, enviou sua mensagem aos delegados de 195 países que participam do evento. “Os cidadãos de todo o mundo estão esperando e rezando por resultados rápidos e práticos, vista a urgência de enfrentar imediatamente a preocupante e crescente tendência das mudanças climáticas e a necessidade de evitar seus efeitos catastróficos”.



O Patriarca, sempre sensível às questões ambientais, escreve ainda que “estamos diante de uma escolha e o tempo de fazê-la é agora”.



Já na mensagem para a Páscoa de 2011, Bartolomeu havia afirmado que “a natureza se rebela quando a arrogância humana tenta dominar as imensas forças do Criador”.



A delegação da Federação Mundial Luterana, presente na conferência, também se manifestou promovendo um jejum como sinal de solidariedade com todas as populações atingidas por eventos climáticos extremos. A esta iniciativa, aderiram também os representantes do Conselho Mundial das Igrejas (CMI) e de outras comunidades religiosas.



O apelo comum é para que a comunidade internacional não fique indiferente e encontre soluções imediatas para contrastar as mudanças climáticas de modo significativo.



Representantes cristãos propuseram testemunhos e reflexões sobre os efeitos das mudanças climáticas em várias áreas do planeta, como secas em Angola e Namíbia, inundações na Índia, furacões dos EUA e no Sudeste asiático.



A preocupação das Igrejas cristãs se concentra sobretudo nas populações mais pobres, que mais sofrem as consequências de cataclismos. Na recente Assembleia do CMI em Busan, na Coreia do Sul, foi evidenciado que diante de “desafios econômicos, ecológicos, sócio-políticos e espirituais, é preciso deixar que a luz de Cristo transforme o nosso ser e zele por toda a Criação, reafirmando que todos os seres humanos são criados à imagem de Deus”.



10:38:00

A frase inimaginável.

(.Fe. Mazi)

Hoje é sexta-feira santa. A data mais importante do Catolicismo, onde se faz memória, de modo especial, da paixão e morte de Jesus Cristo.

Este homem, que dividiu a história e o tempo, é um grande enigma. Uma charada sem o benefício das dicas, tanto para historiadores, cientistas, psiquiatras e religiosos. Seja qual for o campo de interesse, ele sempre desperta algum.

Obviamente este blog não é defensor de nenhum credo, não é o seu papel, mas gostaria apenas de salientar uma única frase de Jesus. A frase inimaginável.

"Pai, perdoa-lhes por que não sabem o que fazem!" - esta frase é narrada nos evangelhos pouco antes de Jesus padecer na cruz. Pois bem, por que essa frase? Se analisarmos, ela absolutamente não se encaixa no contexto da situação de morte de Jesus.
Poderíamos então considerar a Bíblia, ou pelo menos parte dela, como obra fictícia. Se olharmos por esse prisma, arrisco dizer que estaríamos diante do maior gênio criativo de todos os tempos, o inventor dessa frase. Bem, mas nem tudo está perdido, podemos olhar também pelo prisma psicológico e diagnosticar em Jesus um momento de delírio. Acontece que por delírio, entende-se uma postura assumida pela mente de, diante de situações extremistas de tensão ou stress, ou ainda outros fatores secundários, criar ilusões e frases desconexas, em outras palavras, criar um mundo próprio. O problema é que, se essa frase não se encaixa no contexto da situação de cruz, ela casa perfeitamente com as falas do próprio Cristo durante todo seu anúncio.

Enfim, independentemente de credo, Jesus foi o mais intrigante educador da história. Uma incógnita psicológica, que transformou homens interiormente despreparados e frágeis, em semeadores de sonhos em corações alheios.

Cada passo seu era imprevisível e inimaginável. Que neste dia, as atitudes desse homem, histórico ou espiritual, possa ao menos nos instigar a ver que cada acontecimento, desde o despertar de uma rosa até uma pessoa que cruza nosso caminho, é único no curto espetáculo do teatro de nossa vida.

Partilho aqui minha fé, não como proselitismo barato, mas como tentativa de abrir novos horizontes àqueles que aqui vêem.
Não poderia deixar esse dia passar em branco.
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