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22:12:00

Papa recebe ativista brasileira; crise política foi a pauta

Segundo a ativista, o Papa deve falar algo sobre a importância do diálogo, sobretudo nesse momento no Brasil

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa recebeu em audiência privada, no final da tarde da segunda-feira, 9, a atriz e ativista brasileira Letícia Sabatella, acompanhada da juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Sabatella falou a respeito da temática da audiência com Francisco.

“O Papa Francisco foi extremamente acolhedor, gentil, demonstrou-se preocupado com esse clima de ódio e de polarização no país. Ele acolheu a nossa colocação. Ele guarda suas reflexões para o que venha a pronunciar ou fazer. Ele nos escutou e nos acolheu, profundamente”.
Democracia

“Ele já reza pelo Brasil. Disse que vai falar algo sobre o diálogo, sobre a possibilidade de dialogar, que é o princípio da democracia. Acho que a democracia é para ser cuidada neste momento em que está correndo um grande risco, em que está sendo aviltada, no momento em que a Constituição é rasgada e é imposto o impeachment sem justificativa, a gente fica preocupado com quantos direitos vão ser perdidos a partir daí. Acho que o Papa Francisco deve falar algo em breve sobre o diálogo, sobre essa busca pelo diálogo, para que a gente chegue a conclusões melhores. Mas o que eu posso dizer é que ele nos escutou”.
A motivação do encontro com o Papa

“O encontro se deu em razão de um pedido dos movimentos populares para manter este diálogo com o Papa Francisco que já há algum tempo já mantém uma conversa com os movimentos populares. O primeiro encontro, em 2014, aqui no Vaticano, tinha três temas fundamentais: terra, trabalho e teto. Em razão dos acontecimentos no Brasil os movimentos populares queriam trazer ao Papa Francisco as suas preocupações. Por esta razão, eu e Letícia Sabatella, estivemos aqui, por quase uma hora, relatando o que está acontecendo em nosso país”, disse a juíza Kenarik Boujikian

Fonte: Canção Nova
16:59:00

Pentecostes e Misericórdia

Por Dom Orani João Tempesta

Vivemos neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia e na existência de cada dia esta misericórdia que se estende sobre cada um de nós, e ainda mais nesta Festa de Pentecostes. Pois, o ano eclesiástico gira todo ele em torno da Páscoa. É o centro para o qual tudo converge e o foco donde tudo se irradia. Natal já é a preparação da Semana Santa, uma vez que Cristo nasceu para remir o mundo por sua morte e ressurreição. E Pentecostes é também o fruto da Páscoa, a vinda do Prometido pelo Pai, enviado pelo Filho. Ainda mais neste Ano Santo, devemos ver o amor de Deus transbordando nos corações dos fiéis, numa Igreja que está em contínuo estado de missão e sempre de portas abertas indo, também, ao encontro do irmão, da irmã que tanto precisa deste acolhimento transformador na ação pneumatológica, levando adiante o constante projeto do Pai.

Nos Atos dos Apóstolos vemos o que se passou em Jerusalém, pelas nove horas da manhã, exatamente cinquenta dias depois da celebração da Páscoa . Quando o Espírito Santo desceu sobre a Virgem Maria, os Apóstolos e um grupo de discípulos, a Igreja de Cristo, por Ele fundada, passou a sair pelo mundo para testemunhar o Ressuscitado. Usando uma terminologia jurídica, Pio XII, na Mystici Corporis Christi afirmou que a Igreja foi “promulgada” no dia de Pentecostes. Aquele que deu vida a todas as coisas, Aquele que deu vida a Jesus sobre a terra, Aquele que deu vida à Igreja, à história , a cada um de nós...

Eis o dia em que foi feita a primeira pregação apostólica e os primeiros convertidos são agregados à Comunidade. A Igreja começa a pulsar e sua longa vida, prolongada hoje por quase dois mil anos, inicia seu desenrolar. Com razão, vemos neste Ano Jubilar, recordando as palavras do Papa Francisco, vivenciar este impulso pneumatológico com todo o seu vigor, pois o Espírito Santo que veio não mais abandonou a Igreja, ou seja:

“O Evangelho da misericórdia tem seu lugar na Igreja que prioriza os pobres e que, “pelo amor ao homem, escuta o clamor pela justiça e deseja responder com todas as suas forças”. (EG 188).
O Espírito Santo mudou as pessoas, mas se estabeleceu um fluxo perene que fez do acontecimento de Pentecostes uma realidade permanente. Por isso, podemos afirmar, sem margem de dúvida, que o Espírito é a alma da Igreja, é sua vida. 

Há elementos eclesiais que não podem mudar, pois dizem respeito a seu aspecto divino, mas, por ser viva, a Igreja forçadamente tem de se renovar, à maneira dos organismos. E é o Espírito Santo que conduz, por meio dos séculos, este processo. O Espírito Santo é nosso advogado, diz Jesus, chamado de Paráclito, aquele que está do lado, que é assistente e que, ao mesmo tempo, nos aconselha, nos previne e nos faz dar testemunho: na hora certa, do jeito certo, nos tribunais, nos nossos trabalhos, nos depoimentos de tudo aquilo que diz respeito à obra de evangelização na Igreja de Cristo.

O Espírito Divino está hoje impelindo a Igreja no caminho da vivência da missão, como discípulos missionários em estado constante de missão, por atos concretos e gestos de misericórdia viva em nosso meio, bem como nas paróquias, nas pequenas comunidades e grupos, na opção evangélica pelos pobres, no ideal de participação em todos os níveis, numa unificada visão da vida em que toda a existência passa a ser vista de forma mais e verdadeiramente humana. 

Que alegria poder rezar hoje assim: “Vem Espírito Santo, envia do céu um raio da tua luz para que possamos sempre louvar-te e agradecer-te. Permanece conosco, conforta-nos com o teu poder, aquece-nos com o fogo do teu amor”. 

Pentecostes é um apelo à criatividade eclesial; devemos ser dóceis ao Espírito que nos conduz por vias novas, como também novas foram as vias seguidas no tempo de Constantino ou na Idade Média ou na Renascença. Pentecostes é “aggiornamento”, é renovação: o Espírito renovará a face da Terra! E hoje o Papa Francisco nos exorta, recordando que a misericórdia é a virtude que temos necessidade de acolher e anunciar. É próprio de Deus usar de misericórdia e manifestar a sua onipotência. Há a necessidade de fazer a leitura política de um conceito religioso e de aferir a sua “convivência” com o conceito “justiça”.

Nestes dias em que o Papa fala de uma Igreja em saída, e que a 54ª. Assembleia Geral da CNBB nos convocou a viver em uma Igreja em saída, particularmente do trabalho dos cristãos leigos e leigas, que são chamados a ser sal na terra e luz no mundo, como ministério ordinário. Ressoa nestes dias as proféticas palavras do Papa: “O dia de Pentecostes, quando os discípulos “ficaram todos cheios do Espírito Santo”, foi o batismo da Igreja, que nasce “em saída”, “em partida” para anunciar a todos a Boa Notícia. A Mãe Igreja, que parte para servir. Recordemos a outra Mãe, a nossa Mãe que partiu, com prontidão, para servir. A Mãe Igreja e a Mãe Maria: todas as duas virgens, todas as duas mães, todas as duas mulheres. Jesus foi peremptório com os apóstolos: não deveriam se afastar de Jerusalém antes que tivessem recebido do alto a força do Espírito Santo (cfr At 1, 4.8). Sem Ele não há missão, não há evangelização. Por isso, com toda a Igreja, a nossa Mãe Igreja Católica, invoquemos: “Vem, Santo Espírito ”!

Na Solenidade de Pentecostes, em nossa Arquidiocese temos a tradição provinda de meus amados predecessores, e que continuamos a exercer com alegria, de conferir, na Catedral de São Sebastião, o Sacramento da Crisma a jovens provindos de todos os vicariatos, como sinal de unidade e missão. É o momento de invocar os dons do Espírito Santo sobre estes jovens, para que sejam arautos da misericórdia neste mundo tão conturbado. O momento social, político e econômico é marcado, deveras, por muitas violências e algumas por causas banais. Nosso mundo hodierno, em que as distâncias geográficas parecem desaparecer, a compreensão e a comunhão entre as pessoas muitas vezes é superficial, eletrônica e torna-se gravemente difícil. Observamos, infelizmente, que permanecem desequilíbrios que com frequência levam a conflitos e a distensões. O diálogo entre as gerações torna-se difícil e por vezes prevalece a contraposição. Atônitos, assistimos a fatos do dia a dia nos quais nos parece que os homens estão a tornar-se mais agressivos e mais conflituosos. 

Peçamos os dons do Espírito Santo para que iluminem o nosso Brasil e nos faça dóceis e abertos ao espírito de Deus. Que os dons da fortaleza, da sabedoria, da ciência, do conselho, do entendimento, da piedade e do temor de Deus nos ajudem a vencer o medo e a indiferença, e viver a compaixão e a misericórdia para anunciarmos os dons do Divino Espírito Santo, para viver a vida plena!
20:23:00

Devemos rezar só quando sentimos vontade?



Ao deparar-nos com uma pergunta dessas, a primeira resposta que brota na mente é a exortação que Jesus faz, algumas vezes, nas Sagradas Escrituras a que oremos sem cessar. A resposta é revelada então logo de cara. Não, não devemos rezar só quando sentimos vontade, porque o que Jesus pede, é que rezemos a todo momento. Mas não será esse um pedido impossível? Se já não conseguimos rezar durante alguns minutos que sejam, como rezar sem cessar? Talvez uma olhada mais profunda, no que significa a oração, possa nos iluminar.

Uma coisa é certa, para os santos fica bem claro que a oração não é uma realidade facultativa da vida. São João Crisóstomo diz: “Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que caia em pecado o homem que reza”. É uma afirmação bem forte, mas a de Santo Afonso Maria de Ligório é mais ainda: “Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena”.
20:08:00

Cuidado com a tristeza!



É preciso muita atenção quando a tristeza nos visitar!

“Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.” (Eclo 30, 22)

Quantas e quantas vezes somos pegos de surpresas por um sentimento de tristeza que invade o nosso coração?!Não sabemos ao certo de onde surgiu, aparentemente não há motivos para estarmos tristes, mas acabamos tendo este sentimento dentro de nós…O problema deste tipo de sentimento de tristeza que nos invade é que ele faz exatamente como está escrito no versículo acima de Eclesiástico: Produz em nós pensamentos que nos atormentam o coração.

A própria Palavra de Deus já nos ensinou que existem dois tipos de sentimentos de tristeza que podemos experimentar; um que é bom e outro ruim:

“De fato, a tristeza que vem de Deus produz arrependimento que leva para a salvação e que não volta atrás; a tristeza segundo este mundo produz a morte.” (2 Cor 7,10)

11:15:00

Papa recebe organismo que presta serviço a pobres de Roma

Francisco manifestou apreço ao trabalho realizado pelo Círculo de São Pedro em favor dos mais pobres de Roma

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência nesta segunda-feira, 09, na Sala Clementina, no Vaticano, os membros do Círculo de São Pedro, fundado em Roma em 1869 por iniciativa de um grupo de jovens.

O Pontífice manifestou apreço pelo serviço prestado pelo organismo em favor das camadas mais pobres da Cidade Eterna. “Este grupo, inserido na realidade eclesial da Diocese de Roma, é expressão de uma Igreja em saída: uma Igreja que caminha para procurar, visitar, encontrar, ouvir, partilhar e estar perto das pessoas carentes”, disse Francisco.

“Cada um de vocês é chamado a ir ao encontro dos mais pobres levando Jesus. A ir como discípulos, como amigos do Senhor. Isso significa partilhar a sua Palavra, a do Evangelho, repetir os seus gestos de perdão, amor, doação e não buscar o próprio prestígio, mas o bem dos outros”, sublinhou o Papa.

20:31:00

Papa Francisco recorda com gratidão e carinho todas as mães

Na oração mariana do Regina Coeli deste VII Domingo de Páscoa, o Papa Francisco refletiu sobre o significado da Ascenção do Senhor em nossos dias:

Desde o dia da Ascenção, foi possível para todos os Apóstolos e discípulos habitar em qualquer cidade do mundo, até mesmo nas mais atingidas por injustiças e violências, porque acima de toda cidade há o mesmo céu, e cada morador pode levantar os olhos com esperança, porque naquele céu habita Deus, que se revelou tão próximo de nós que assumiu as feições de um homem, Jesus de Nazaré.

A proximidade aos doentes, encarcerados, idosos

E nós somos testemunhas da alegria de Deus não apenas com as palavras, mas com a vida cotidiana:

“Deus nunca nos deixa sós. Este é o testemunho que devemos levar durante a semana às casas, escritórios, escolas, aos lugares de encontro e de diversão; aos hospitais, cárceres, casas de idosos, periferias… e anunciar a todos a conversão, para o perdão dos pecados”.

09:56:00

O dom da maternidade e sua missão

O amor, que fundamenta toda a vida familiar, manifesta-se de modo especial nas mães. A comemoração do Dia das Mães, celebrado com tanto carinho em nossas famílias, nos dá a ocasião para refletirmos sobre o dom da maternidade. Colho algumas belas reflexões do Papa Francisco na Exortação Apostólica “sobre o amor na família”.

A maternidade é uma participação no mistério da criação de Deus. Assim diz o salmista: “O Senhor me teceu no seio de minha mãe.” (Sl 139,13). Cada nova vida é um projeto eterno de Deus Pai, do qual a mãe é colaboradora (cf. AL 168). Por isso, a vida que nasce deve ser esperada e acolhida. “O amor dos pais é instrumento do amor de Deus Pai, que espera com ternura o nascimento de cada criança, aceita-a incondicionalmente e acolhe-a gratuitamente.” (AL 170). O filho que chega é amado gratuitamente, unicamente por ser filho, “não porque é bonito ou porque deste modo ou daquele, mas porque filho”. (AL 170). A maternidade é sempre fonte de muita alegria para a mãe. “Nada te tire a alegria interior da maternidade. Tua criança merece a tua alegria” (AL 170), diz o Papa.

Desde cedo, as crianças aprendem que o fundamento da vida humana é o amor, que experimentam na acolhida, no olhar, no sorriso e em todos os gestos maternos e paternos. “Toda a criança tem o direito a receber o amor de uma mãe e de um pai, ambos necessários para seu amadurecimento íntegro e harmonioso.” (AL 172). Não somente o amor de ambos, separadamente, mas o amor do casal, “como ninho acolhedor e fundamento da família”. (AL 172). A mãe testemunha aos filhos a beleza da vida. Com sua ternura e compaixão, ajuda o filho a ter confiança, a experimentar o mundo que o acolhe como um lugar bom. Ajuda-o a desenvolver uma sadia autoestima. (cf. AL 175).

Certamente, uma das missões mais delicadas da mãe e do pai é a educação. O Santo Padre, na Exortação Apostólica “sobre o amor na família”, diz que “trata-se mais de gerar processos que de dominar espaços.” (AL 261). A delicada missão de educar deve gerar no filho processos de amadurecimento da sua liberdade. Mais importante do que se perguntar,a todo momento, onde está o filho, é perguntar-se “onde está realmente a sua alma?” (AL 261), isto é, onde estão suas convicções, seus valores, seu projeto de vida. Outro ponto importante, apresentado pelo Papa, na educação familiar é “educar para a capacidade de esperar”. (AL 275). Quando as crianças não são educadas para o sentido da espera, para o tempo certo, tornam-se egoístas e prepotentes. Querem “tudo e imediatamente.”

A mãe é, ainda, a primeira responsável pela educação e transmissão da fé. A fé é um dom recebido no batismo, mas precisa da colaboração dos pais para seu desenvolvimento. “Por isso, é bonito quando as mães ensinam os filhos pequenos a enviar um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Quanta ternura há nisto! Naquele momento, o coração das crianças transforma-se em lugar de oração.” (AL 287). É claro, que a educação da fé se dá, sobretudo, pelo testemunho. Os filhos esperam ver nos pais que a fé e a oração são importantes.

Por isso, neste dia, faço minhas as palavras do Santo Padre: “Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que sois na família e pelo que dais à Igreja e ao mundo.” (AL 176).


Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta
20:04:00

Papa diz que cristão deve viver sofrimento e dor com alegria e esperança

VATICANO, 06 Mai. 16 / 11:30 am (ACI).- O Papa Francisco recordou durante a homilia na Missa na Casa Santa Marta que o cristianismo não elimina a dor, mas lhe dá um novo sentido graças à ação salvífica de Jesus Cristo, ao comentar o Evangelho do dia que Jesus adverte os discípulos que ficarão tristes, mas que esta tristeza se transformará num grito de alegria.

“Isto é o que fazem a alegria e a esperança juntas em nossa vida quando estamos em tribulação, em meio a problemas, quando sofremos. Não é uma anestesia. A dor é dor, mas vivida com alegria e esperança abre as portas à alegria de um fruto novo”.

“Esta imagem do Senhor nos deve ajudar nas dificuldades; dificuldades por vezes árduas, que nos levam até a duvidar de nossa fé... Mas com a alegria e a esperança vamos adiante, porque depois da tempestade chega um homem novo, como a mulher quando dá à luz. E Jesus diz que esta alegria e esperança são duradouras, não passam”.

Francisco continuou falando acerca do mesmo tema e assinalou que “uma alegria sem esperança é um simples divertimento, uma alegria passageira”.

“Uma esperança sem alegria não é esperança, não vai além de um saudável otimismo; mas alegria e esperança vão juntas e as duas fazem esta explosão que a Igreja, em sua liturgia, quase grita, sem pudor: ‘Exulte a tua Igreja!’ Exulte de alegria. Sem formalidades, porque quando uma alegria é forte, não existe formalidade: é alegria”.

Em seguida, o Pontífice afirmou que “o Senhor nos diz que haverá problemas na vida”, mas “esta alegria e esperança não são um carnaval: são outra coisa”.

“A alegria fortalece a esperança e a esperança floresce na alegria. E assim vamos adiante, mas todas as duas – com este comportamento que a Igreja quer dar a estas duas virtudes cristãs – indicam um ‘sair de nós mesmos’. A pessoa alegre não se fecha em si mesma; a esperança a leva lá”.

O Papa também explicou que a alegria humana “pode ser extraída de qualquer coisa, inclusive das dificuldades. Mas afirmou que Jesus quer nos dar uma alegria que ninguém pode nos tirar: “É duradoura, até nos momentos mais sombrios. É o que acontece na Ascensão do Senhor aos céus”.

“A esperança de viver e de chegar ao Senhor se torna uma alegria que se apodera de toda a Igreja”, concluiu.


Evangelho comentado pelo Papa (João 16,20-23a):


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo.

Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada”.
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