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Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
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13:04:00

O bullying é a moda da vez

Dos últimos dias para cá (especialmente após a tragédia de Realengo, no Rio de Janeiro), tenho percebido que os jornais, sejam eles escritos ou televisivos, começaram a tocar um pouco mais no tema bullying. Será a preocupação com nossas crianças, audiência do assunto ou simplesmente uma fase passageira?

O bullying é uma prática que [normalmente?] ocorre no meio escolar e consiste em um tipo de agressão contra um indivíduo, rotulado como diferente no meio em que se encontra. Essas agressões podem ser das mais diversas formas, mas as que mais presenciamos são as verbais e físicas.

O que leva uma pessoa a praticar o bullying? Falta de respeito? Falta de amor? Vítima da mesma agressão? O que, na sua opinião, atualmente, leva uma pessoa a praticar esse tipo de agressão contra outros indivíduos?

Independentemente do motivo (se existe um) que leva essas pessoas a praticarem este ato, está mais do que na hora de pararmos de falar do bullying e agir para que ele deixe de acontecer. Portanto, denuncie qualquer agressão contra uma pessoa, vamos colocar um ponto final nessa história toda, antes que mais tragédias aconteçam.
18:57:00

O direito á diversão.

(por .Fe.Mazi)

Têm se discutido a relevância e possíveis estragos, da inserção de um novo ano no currículo escolar. A questão é que esse ano foi inserido, mas os professores não foram preparados para lidar com ele. Hoje, o aluno com 6 anos que iria para a pré-escola, vai para o primeiro ano e assim, a primeira série torna-se o segundo ano. O problema é que esses alunos passam a ser cobrados como estudantes da primeira série e não da pré-escola.

As estatísticas têm demonstrado que esse novo ano vem provocando um "estrago" no desenvolvimento das crianças, que perdem por assim dizer, um ano de atividades recreativas, já sendo cobradas e tendo preocupações a respeito de provas e trabalhos.

Temos que nos perguntar aonde se encontra o direito da criança á diversão. Vivemos épocas onde as crianças são cada vez menos crianças, se deparando com o stress da sociedade e sendo vítimas de depressão e crises que antes atingiam apenas adultos.

É uma situação preocupante que deve ser analisada além dos portões das escolas.
20:49:00

A credibilidade dos vestibulares

Temos uma grave crise! Crise no sistema de avaliação público do país. Primeiramente, tivemos a absurda fraude do ENEM que parece já ter sido esclarecida e resolvida. No entanto, um fato grave ocorreu esta semana que chama nossa atenção para as empresas que preparam e aplicam vestibulares e avaliações em todo o Brasil. Na última terça-feira (20), um carro popular foi encontrado no interior do Rio de Janeiro carregava as provas do Enade sem lacre e embalagem, ou seja, sem cuidado algum.


Este fato nos faz refletir sobre todo o nosso sistema de avaliações, pois se isso já ocorreu duas vezes em menos de 3 meses, será que isso não ocorre com maior frequência? Se dois casos foram divulgados pela mídia, quantos não ocorrem sem sabermos? É necessário que estas histórias sejam esclarecidas de forma clara, já que até agora não foram divulgadas explicações sensatas sobre os casos ENEM e Enade.


O nosso sistema de ensino já é muito precário e tem inúmeras deficiências e agora, as instituições responsáveis nos fazem acreditar que nada aconteceu. Isto tudo aumenta a crença de muitos brasileiros de que o país e suas instituições não são capazes de realizar este serviço com eficácia e isto se mostra muitas vezes verdade.


O problema é grave, os responsáveis devem ser punidos. Entretanto, cabe a nós, cidadãos, não ser coniventes com a situação deplorável em que se encontra este sistema de avalições. Não sejamos corruptos e denunciem caso saibam de algo, não podemos prejudicar as pessoas que realmente são honestas e trabalham duro para obter êxito.



20:28:00

Prioridades mal-traçadas...

Já faz algum tempo que li algo sobre uma pesquisa indicando que o estado do Rio Grande do Sul é o estado que menos investe em eduação, se eu não estou errado esta pesquisa foi publicada no Jornal Zero Hora em meados de julho deste ano. O que eu mais reflito neste momento é: que diferença isso faz neste país?

Somos um país que investe pouco em educação, seja lá onde for. Pagamos as taxas mais absurdas para sustentar os parlamentares do país e nada melhora neste país. Não importa se estamos no Acre, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, onde for, temos sérios problemas em Educação. Escolas sem infra-estrutura, professores sem conhecimento suficiente (existem professores que não conhecem a forma padrão de nossa língua), escolas absolutamente abandonadas às traças e ao mofo, estes são locais onde poderiam ser formados grandes profissionais e estão largados, esperando a degradação.

Se pensarmos, nós somos culpados, por permitimos coisas como estas, entretanto, a sociedade nos aliena, nos afasta dos problemas e nos esconde de tudo que é mais importante, o nosso próximo. Até quando veremos cérebros com perspectivas enormes e futuro promissor nas mãos acabar nas mãos do tráfico de drogas, por não haver outras opções? Até quando seremos um país que paga impostos e não vê o retorno através de serviços para a sociedade como um todo?

Quantos parlamentares dirão que nós não os podemos julgar? Até quando acharemos bonito os cérebros que trabalham fora do país e não nos orgulharemos com os maiores gênios que trabalham em nosso território. Entretanto, do jeito que está, não produziremos novas mentes brilhantes tão cedo...

Reflita comigo: o que é melhor: investir em escolas ou presídios? Ter operários de qualidade ou ter que pagar para vir do exterior? Exportar produtos de qualidade ou apenas matéria-prima?
Gostaríamos de saber o quê vocês pensam sobre isso.
12:55:00

As barreiras para educar

(por Luciano Silvestre)

Um dos maiores problemas encontrados por pais e professores é educar. Seja crianças ou adolescentes, a dificuldade é bastante semelhante. Mas por que essa dificuldade vem aumentando com certa frequência? Essa resposta é bastante polêmica, mas apresento minha visão logo abaixo.

A geração de jovens com que hoje convivemos sofre de um problema grave, chamado tecnologia. A modernidade nos trouxe muitos benefícios, mas quando o uso da tecnologia acontece em excesso, acaba se tornando prejudicial.

Os adolescentes, principalmente, estão conectados ao mundo virtual excessivamente. São milhares de novas informações por segundo (veja o post Alienar-se dos outros). E isso está criando uma sociedade cada vez mais independente.

E essa sociedade mais independente não admite receber ordens. Estamos nos tornando cada vez mais autoritários, porém não aceitamos ordens e muito menos quem tentamos ordenar. Seja bem-vindo(a) ao mundo independente, onde o próximo só existe para ser explorado.

Pergunta do dia: Para você, o que deixa difícil educar os jovens?
18:35:00

De volta à rotina

(por Luciano Silvestre)

A Secretaria de Saúde de São Paulo adiou o retorno às aulas para o dia 17 de agosto. Por conta da nova gripe, que continua fazendo vítimas no Brasil e no mundo, os alunos ganharam mais duas semanas de recesso.

A medida foi tomada porque era realmente necessário, para evitar que os casos da gripe H1N1 se multiplicassem ainda mais. Mas as duas semanas de prorrogação estão chegando ao fim e o placar continua o mesmo: novos casos e vítimas aparecem diariamente nos noticiários.

Acredito que nós, cidadãos, não devemos parar nossa vida e mudar radicalmente nossa rotina (salvo exceções) por uma gripe que, de repente, tornou-se epidemia no globo inteiro. Não devemos mudar, mas nos policiar.

Portanto, chega de adiar compromissos e obrigações. Não podemos mais fugir da realidade, estamos presos à ela. Mas para que tudo isso aconteça com segurança, é nosso dever estar atentos a algumas precauções que devem ser tomadas:
  • Lave as mãos constantemente, especialmente quando chegar à escola e após o intervalo;
  • Não compartilhe objetos pessoais;
  • Se apresentar algum sintoma de gripe, não vá à escola; procure um posto médico.
14:34:00

Somos eternos alunos

(por Luciano Silvestre)

Viemos ao mundo condenados a muitas coisas. Uma delas é sermos eternos alunos. Cada um de nós, em qualquer canto deste planeta, temos pelo menos um ponto em comum: somos alunos. Estamos aprendendo e isso vai durar até o último suspiro de cada ser humano.

Não digo que somos alunos no sentido literal da palavra; somos alunos da Vida. Quer coisa melhor do que isso? Você tem o melhor professor e todo o tempo do mundo para aprender. E isso pode ser em qualquer lugar, desde a comunidade mais longínqua deste país aos maiores centros urbanos do enorme mundo globalizado.

Cada momento dessa aprendizagem é único, diferentemente daquela fórmula de Báskara que você aprende lá no seu ensino fundamental e serve para todos os anos seguintes. Na vida não há equações, mas experiências, vivências.

Você pode ser um expert em Matemática Financeira, por exemplo, mas se não tem experiência de vida... Simplesmente será muito pouco perto daquele que pode não ter sequer tocado em um livro, mas que viveu cada dia de sua vida.

A melhor e maior escola que já inventaram chama-se Vida. E, pelo menos por enquanto, ninguém conseguiu provar o contrário. Viva!
07:41:00

Um exemplo de perseverança

(por Luciano Silvestre)

Visitando ontem a página de notícias do G1, algo na primeira página me chamou a atenção. Um homem de 84 anos recebeu o diploma do ensino médio em uma escola da rede pública de SP. Otacílio largou os estudos ainda criança e ficou fora da sala de aulas por mais de 70 anos. Agora, com o diploma na mão, ele quer ser advogado.

Achei legal trazer esta maravilhosa notícia aqui no nosso blog. Com isso conseguimos mostrar (acredito que da forma mais clara possível) a perseverança de uma pessoa. Otacílio quis, teve vontade e lutou para conseguir seu diploma. E conseguiu.

O primeiro requisito para estudar chama-se força de vontade; o restante, você adquire com o tempo. Não tenha pressa, tenha vontade. Todos nós somos capazes de realizar qualquer coisa quando queremos e concentramos nossos esforços para tal.

Portanto, tenha vontade para fazer as coisas. Você conseguirá resultados impressionantes. E tenho certeza de que não há nada melhor do que sentir-se capaz de realizar uma tarefa. A matéria completa você confere clicando aqui.
08:31:00

Enfim, férias!

Há aqueles que digam que o ano demorou a passar, mas também vemos aqueles que acham que o ano está indo rápido demais. Mas o que interessa mesmo é que as férias chegaram! E este texto é um recado especial aos vestibulandos.

Com certeza já falaram pra você que vida de vestibulando é complicada, não tem fim de semana e muito menos férias. Mentira. Isso só é complicado para aqueles que deixaram os estudos para a última hora. Portanto, se você está em dia com as matérias, tire férias e descanse.

Falo isso por experiência própria. Estudei boa parte das matérias no primeiro semestre. Tirei férias e descansei para voltar preparado no segundo semestre. Não me arrependo do que fiz. Passei na primeira colocação do curso que escolhi e estudo em uma ótima faculdade, com amigos e professores fantásticos.

Se você é aquele que não consegue largar os livros (conheço muita gente assim), tudo bem. Você não vai conseguir deixar de estudar nas férias. Estude, mas saia com os amigos, dê uma volta de bicicleta por aí, conheça lugares diferentes; isso vai lhe fazer muito bem.

Vestibulando não vive apenas de livros, não respira apenas vestibular e não come apenas vestibular, como já ouvi pessoas falarem por aí. Vestibulando precisa viver, precisa ter o seu tempo para relaxar e descansar.

A dica para as férias é: descanse, isso fará bem a você. E volte no segundo semestre bem preparado para encarar a maratona de vestibulares.

Um grande abraço à todos e, boas férias!
08:59:00

Escolhendo uma boa universidade

(por Luciano Silvestre)

Os vestibulares se aproximam. A tensão começa a aumentar. A sensação de que não vai dar tempo para terminar o conteúdo antes das provas nos rodeia. Sim, isso acontece. Também passei por isso e estou aqui para contar um pouco mais da experiência por que passei. O texto parece ser mais voltado para os alunos terceiro anistas, mas você também vai passar ou já passou por isso.

Uma das escolhas mais importantes da vida de um estudante é escolher a profissão e, consequentemente, o curso que lhe dará a base para exercê-la. Isso merece atenção máxima e muita calma para pensar e, por fim, escolher.

Escolhido o curso, o próximo passo é optar por uma instituição de ensino. Parece fácil, mas apenas parece. O mercado de trabalho tornou-se exigente e para conseguir um bom emprego, você também deve ser exigente na hora de escolher onde estudar. Não se encante com aquelas que possuem academia e até salão de beleza. Local de estudar é local de estudar. Não dá certo misturar as coisas.

Uma dica é ver a tradição da faculdade na área do curso que você escolheu e também o seu conceito (avaliação do curso). Pense bem no que vai escolher, pois o seu futuro está em jogo. Comece bem desde já.
09:08:00

Educação universal no Brasil

(por Luciano Silvestre)

O relatório “Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender: Potencializar Avanços e Reduzir Desigualdades”, divulgado ontem pelo Unicef diz que o Brasil está bem próximo de universalizar a educação.

Em um país tão grande quanto o nosso, as pessoas que vivem em regiões mais isoladas sofrem para conseguir chegar à escola, fator que leva muitos ao desinteresse pelos estudos. No entanto, o relatório mostra que essas dificuldades estão cada vez menores e que, num futuro próximo, todos terão acesso à educação.

O número de crianças dentro da sala de aula tem crescido significativamente, porém ainda existe uma parte que não frequenta as aulas e, infelizmente, a maioria é negra.

Agora é preciso que seja mantido o mesmo ritmo (ou melhor que este) a fim de realmente acabar com a desigualdade e colocar todos na escola, com condições dignas. Depois disso, o próximo passo é procurar universalizar a educação de qualidade, que considero bem mais difícil do que a simples universalização da educação.

É fácil mostrar que o país deu acesso à educação para todos, difícil é falar das condições que muitos alunos vivenciam nas escolas, como as salas cheias de buracos, etc.
09:53:00

O circo na escola!

(por Luciano Silvestre)

Um colégio do interior do Paraná vem realizando um projeto diferente e que está trazendo resultados muito positivos. Após as aulas, os alunos da escola participam de atividades circenses. São piruetas, malabares, acrobacias e muito mais. A iniciativa trouxe melhorias para a aprendizagem dos alunos.

No circo, os resultados só são obtidos com muita disciplina e determinação, caracterísiticas hoje muito raras nos nossos alunos. Com a implantação das aulas circenses no colégio, notou-se um avanço na apredizagem: as crianças passaram a ser mais atenciosas e determinadas.

As atividades desenvolvidas no projeto melhoraram também a sociabilidade das crianças, diminuindo consideravelmente a timidez dos alunos. Os exercícios propostos aos alunos ajudam a superar os limites da pessoa.

Mas os benefícios também não ficam somente aqui no presente, também refletem lá na frente, quando esses alunos já estiverem idosos. Uma criança que pratica exercícios físicos será, com certeza, um adulto saudável.

Parabéns ao colégio pela iniciativa tomada. Precisamos de pessoas que pensem dessa maneira, hoje e amanhã!
09:47:00

Os princípios da boa educação

(por Luciano Silvestre)

A educação no Brasil está indo de mau a pior e ninguém se prontifica a investir em recursos (eficazes) para melhorá-la. E também não vai ser mudando sistemas de avaliação e grades curriculares que iremos conquistar um ensino de qualidade. Promessas demagógicas também não surtirão muitos efeitos a favor da educação.

Hoje discute-se tantas propostas para melhorar o sistema de ensino, mas pouco se lembra dos elementos fundamentais para se ter um ensino digno e de qualidade: professor bem remunerado, motivado e capacitado; infra-estrutura adequada para um local de formação de cidadãos; alunos motivados e interessados. E a explicação para todos esses elementos é muito fácil. Comecemos pela infra-estrutura.

A partir do momento que temos um local apropriado para ser uma escola, a educação já está começando a melhorar. Salas de informática (que funcionem) e laboratórios para a realização de atividades práticas são bons exemplos. Assim, o professor começa a dispor de recursos para fazer uma aula diferenciada e mais dinâmica, facilitando a aprendizagem.

Também não adianta muito ter uma excelente estrutura mas professores completamente desmotivados e despreparados para entrar em uma sala de aula. Logo, é também necessário investir na qualificação desses profissionais, que muitas vezes precisam lecionar três turnos para receber um salário que lhê de um pouco mais de conforto.

Por último, conciliando os dois elementos citados acima, estão os alunos, motivados e interessados. Mas este problema não deve ser muito difícil de resolver, como muitos imaginam. Crianças e adolescentes procuram experiências novas, que lhes deixem curiosos, interessados. Tendo uma infra-estrutura e professores capacitados, teremos como resultado aulas diferentes. Finalmente sairemos do sistema livresco. O aluno, não acostumado a isso, despertará interesse pela aula.

O investimento na infra-estrutura também é importante para que o aluno não se contente facilmente, já que hoje muitos escolhem a faculdade pelo fato de ela parecer um shopping center: escadas-rolantes, praças de alimentação, salas de ginástica e por aí vai... O aluno, se tiver uma boa infra-estrutura na escola, não ficará encantado e hipnotizado por instituições assim.

Ao fim de tudo isso teremos uma boa educação, com certeza um pouco melhor do que a atual. Somente nesse momento, teremos o direito de modificar ENEM, vestibulares e o que mais hoje se julga necessário.
11:33:00

Conheça

(por Luciano Silvestre)

A busca pelo conhecimento, característica da espécie humana, nos trouxe infinitos benefícios. Hoje, por exemplo, os avanços na medicina permitem tratar problema antes incuráveis. Na tecnologia, o "querer ser diferente" para conquistar mercado, trouxe muitas inovações e continua trazendo.

Se buscarmos em um dicionário o significado da palavra conhecer, uma das respostas que possivelmente vamos encontrar é "ter capacidade de distinguir; discernir". Tranportando essa ideia para o cotidiano, vemos que o conhecimento nos permite diferenciar o certo do errado, o bom do mau.

A paixão pelo conhecer precisa fazer parte de todas as pessoas, especialmente os estudantes. Não basta apenas ir à escola diariamente, é necessário ter o desejo de conhecer e ainda mais, ser receptivo. Uma pessoa pode ter o melhor professor, mas se não quer aprender coisas novas, não há quem consiga ensiná-la.

A sociedade de hoje, ainda mais competitiva, estabeleceu determinados padrões de conhecimento que se refletem diretamente no mercado de trabalho. Criou-se a ideia de que quantos mais estudos ou cursos uma pessoa fizer, melhor ela será. Mas isso não é completamente verdade. Hoje é comum encontrarmos pessoas que não possuem um currículo extenso mas que são grandes líderes. O segredo está na vontade de conhecer, de aprender. Quanto mais vontade se tem, mais entusiasmado você ficará.

De maneira sucinta, conhecer nos ajuda a saber escolher melhor as oportunidades que aparecem. Conhecendo o mundo à nossa volta podemos trabalhar em cima de metas e objetivos.

Procure viver, conhecer. Ninguém conseguirá roubar o conhecimento que você adquiriu. Seja um conhecedor do mundo em que vive. Garanto que vai ser uma experiência fantástica.
11:39:00

2000inove na educação

(por Luciano Silvestre)

Os projetos para tentar melhorar o ensino da rede pública vieram à tona neste ano. Mudanças no ENEM, nos vetibulares e até o secretário de Educação já mudou.

Agora, o mais recente plano mirabolante do Ministério da Educação é mudar o ensino médio, a etapa mais problemática de todo o sistema educacional.

A ideia é acabar com aquela divisão em 12 disciplinas (português, matemática, biologia, física, química, geografia, história, filosofia, sociologia, artes, língua estrangeira e educação física) e criar quatro grupos temáticos que envolveriam essas matérias: línguas; matemática; humanas; exatas e biológicas.

Se a proposta, discutida na última segunda-feira (04) pelo Conselho Nacional de Educação, for aprovada, o MEC espera recuperar o interesse dos alunos pelo ensino médio, que já foi perdido há muitos e muitos anos. Mas ainda há um grande problema a ser enfrentado: a capacitação dos professores, que foram preparados para ensinar em disciplinas.

Como diz o ditado "Quando a esmola é muita até o santo desconfia", é bom também desconfiarmos deste elenco de transformações na educação. Primeiro, mudança no formato do ENEM, depois a adaptação do ensino médio ao novo formato da prova. Será que o objetivo é deixar o aluno da rede pública mais próximo da universidade e, assim, falar que conseguiu melhorar a educação?

Se a resposta da pergunta acima for afirmativa, é bom pensar mais um pouco, porque seu aluno que acabou de sair do ensino fundamental pode não está preparado para uma aula tão interdisciplinar no ensino médio. Se isso acontecer, os planos podem ir por água abaixo.
11:41:00

O solo da educação.

(por .Fe. Mazi)

No início do séc. XX, os franceses Alfred Binet e seu colega Pierre Simon, criaram um instrumento bastante engenhoso, o teste do Quociente de Inteligência, o famoso teste de Q.I. Este servia basicamente para a identificação de crianças com um retardamento intelectual, que pudesse, no futuro prejudicar as chances da mesma na aprendizagem.

Logo em seu início, se questionou muito a validade e alcance de tal teste, que não mede por exemplo, a criatividade e originalidade. Pensava-se também haver somente dois tipos de inteligência, lógica e linguística. A inteligência claro, pode ser medida, mas não é a medida. Isso acaba sendo reflexo de uma sociedade que só valoriza o que pode ser medido.

Um grande psicólogo, que revolucionou o modo de se pensar e abriu o grande leque das muitas inteligências existentes, é Howard Gardner, conhecido especialmente por sua teoria sobre as Ineligências Múltiplas.

Gardner diz que, todos são capazes de aprender e desenvolver os tipos de inteligência, contanto que seja estimulada pela sociedade. O fator hereditário existe, mas o meio propicia o desenvolvimento. Inteligência não se mede, é algo único, como uma impresão digital.

Os canais de aprendizagem são tantos quanto o número de inteligências. A escola tem a função social de trazer o conhecimento. Esta deve se preocupar com a cidadania, transmitir valores. Uma sociedade sem valores não chega á lugar algum.

Howard Gardner também prega a educação para a felicidade, educar para o bom, para o belo e para o verdadeiro. Mas como aplica-se tal teoria?

Bem, a começar pelas pequenas modificações. A concepção antiga de avaliação era de constatar quem sabe e quem não sabe. Mas não existem aqueles que não sabem! Deve-se incluir o aluno no círculo de aprendizagem, entender o que ele não compreende e o porquê de sua não compreensão, para assim poder ajudá-lo.

A prova é um instrumento e não o instrumento. Avaliar através de uma prova, e só através dela é desconsiderar as particularidades de cada aluno. Se aplico uma prova com dez questões, e meu aluno acerta nove, ele é considerado bom, mas esqueço que ele pode ter dificuldades em falar, se expor, trabalhar em grupo.

É necessário de certa forma, revolucionar o método de avaliação. Avaliar não por notas, mas por conceitos. Relatórios feitos pelos alunos e apresentados aos pais por exemplo. A avaliação deve ser contínua. É preciso particularizar o ensino.

Claro, sabemos das inúmeras dificuldades que assolam o campo da educação. O descaso de um governo de um lado e a desmotivação de professores mal valorizados de outro. Não entrarei aqui nos muitos problemas a serem resolvidos. Existirá sempre o real e o ideal.

No entanto, na semana em que comemoramos o dia da Educação, deve-se tentar ao menos, abrir-se para a necessidade de transformar a sala de aula numa arena poética, jogar sementes de solidariedade no pedregoso solo da educação e esperar que pelo menos uma dessas sementes brote. Valorizemos nossos professores!
11:05:00

O dia da Educação

(por Luciano Silvestre)

"Educar é um ato de amor"
Paulo Freire
Ontem, 28 de abril, foi comemorado o dia da Educação. O jornal diário Folha de S. Paulo trouxe um informe publicitário sobre educação. Um ideia boa, mas que poderia ser levada mais a sério e falar apenas de educação, não apenas dos incríveis projetos criados pelo governo. Contudo, o objetivo deste artigo não é criticar matérias de jornais nem governo, mas mostrar a importância da educação.

Diante desse mundo capitalista em que vivemos, é necessário conhecer muito bem as coisas, para que não sejamos vítimas de armações e não tenhamos nossos direitos desrespeitados. Conhecendo as coisas, ficará muito mais difícil de ser enganado e será muito mais fácil reivindicar os direitos do cidadão.

A educação é a base de uma nação. Quanto mais qualificada uma nação é, mais próspera ela será. Com educação para todos, colocaremos um ponto final na desigualdade social. É preciso que todos tenham o seu papel na educação: as crianças de estudar, os pais de acompanhar o desempenho das crianças, os professores de educar e o governo de dar apoio e estrutura para que tudo isso aconteça de forma digna e organizada.

Por isso, faça sua parte, lute pela educação. Ela é a nossa esperança de que um dia teremos um mundo melhor, mais consciente.
08:00:00

Planejamento de ensino

(por Luciano Silvestre)

Esta semana, ajudando um aluno da rede pública a fazer uma pesquisa escolar, percebi algo muito interessante no planejamento de aula. Recorrendo ao pai das informações, mestre Google, digitei uma das perguntas do trabalho. Encontrei o resultado, mas também outra coisa: vários alunos, também da rede pública, perguntando sobre o trabalho, em sites de perguntas e respostas, como aquele do Yahoo!.

Visto isso, comecei a pensar no plano de aula da educação estadual. Na minha opinião é inadmissível que todos os alunos (sem exceção) tenham a mesma aula e que devam realizar o mesmo trabalho. Deve-se valorizar o ambiente em que o aluno vive. Do jeito que está estaremos formando cópias de cidadãos que saberão a mesma coisa, sempre.

Este é apenas mais um dos pontos que devem ser revistos na educação brasileira, neste caso, estadual. Também é necessário que professores tenham consciência para ensinar aquilo que tem sentido em uma escola. Por favor Estado, chega de pesquisas sobre o que diferentes raças de cachorros ou gatos têm em comum. É revoltante saber que esse conteúdo é pedido em uma sala de aula, principalmente em forma de pesquisa.
08:00:00

O fim do vestibular

(por Luciano Silvestre)

No Educação em Destaque de hoje, você confere um resumo sobre as principais mudanças que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) sofrerá este ano. A proposta feita pelo ministro da educação, Fernando Haddad, quer que os vestibulares da universidades federais sejam substituídos por um novo ENEM. Você também pode votar na enquete do nosso blog. Sua opinião é bem-vinda.

A prova
Antes uma única prova, constituída de 63 questões e 1 redação. No novo modelo serão 4 provas com 50 questões cada além da redação. Serão aplicadas em 2 dias, provavelmente 3 e 4 de outubro.

As perguntas
O ENEM sempre centrou-se em habilidades como raciocínio lógico e interpretação. Agora será cobrado o conteúdo, presente em vestibulares tradicionais. O candidato deverá aplicar este conteúdo para resolver situações.

As disciplinas
Divididas em 4 áreas: linguagens e código (língua portuguesa, inglês e redação), ciências humanas (geografia e história), ciências da natureza (biologia, física e química) e matemática. As questões serão interdisciplinares, ou seja, o aluno poderá encontrar na mesma pergunta cobrança de conteúdo de mais de uma matéria.

Como se preparar?
O programa ainda não foi divulgado, mas estima-se que a prova será parecida com o vestibular da Unicamp.
13:08:00

Malthus e a educação

(por Luciano Silvestre)

O economista britânico Thomas Malthus (1766-1834) já dizia que a população cresceria em uma escala geométrica enquanto a produção de alimentos em escala aritmética. Felizmente isso não acontece, mesmo com aqueles milhares que passam fome no mundo. Neste texto, convido-te a transportar a teoria de Malthus para a Educação, em especial a brasileira.

Sabe-se hoje que o déficit de professores no Brasil é enorme. Somente no Estado de São Paulo faltam mais de 245 mil professores. E a demanda de alunos continua crescendo, a passos largos. Todos sabem do problema, mas pouco fazem para resolvê-lo. É raro encontrar um aluno que acabou de sair do ensino médio falando que vai ser professor.

Desrespeito com a classe, falta de reconhecimento e salários baixos pesam na hora de ser professor. É praticamente certo que daqui pra frente (se tudo continuar como está) só será professor que realmente gosta da profissão, de ter contato com outras pessoas.

Se a falta de professores não bastasse, temos ainda um outro problema: muitos daqueles que atuam na educação estão nela porque não têm outra opção. Logo, é provável que não tevam a profissão tão a sério, como deveriam. Claro que existem suas exceções.

Ser professor é aprender e ensinar, tudo ao mesmo tempo. Na minha opinião, não há nada mais gratificante do que ser reconhecido por seus próprios alunos. Por isso, serei professor, por opção.
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